sábado, 21 de fevereiro de 2009

Desirée

Como seres humanos sempre somos compelidos a desejar algo para nos sentirmos completos. Desde uma simples bola de sabão até uma casa high tech na praia. Queremos mais e mais, sempre mais para nós. Parecemos cachorros que correm atrás de uma corra de um carro que passa por nossa frente. No entanto, o que acontecerá quando a alcançarmos?

"I wanna be rich and I want lots of money. I don't care about clever, I don't care about funny."

A reação esperada é ficarmos contentes e começar a usá-la da melhor forma possível para que fique conosco para sempre. O momento de júbilo pessoal, engrandecendo nossas capacidades de perseguir o que queremos e agradecendo por alcançar. É... Nem todas as pessoas são assim. Quando o desejo desaparece, ficam desorientadas por que eram movidas pela vontade de possuir aquilo para si. E é possível dizer que elas ficarão ali, olhando para o que conseguiram sem haver uma mínima reação.

"Maybe some people just get lost..." Marissa Cooper

Desejo. Motivação para perseguirmos algo. Qual a nossa reação ao alcançar? Complicado dizer o que seria feito ao atingir a meta, a conquista sobe à cabeça, confunde nossa mente. É estar perdido em nós mesmos naquele momento de felicidade.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Boomerang

Como diz a sábia teoria: tudo o que vai, volta. Assim como aquele seu maior sonho, assim como aquele seu pior pesadelo, assim como aquela pessoa. E não somente feliz com isso, você precisa se contentar com o presente como se fosse uma dádiva. Mais uma vez o destino age, nos deixa paralisados de medo, suor frio descendo por nossas testas atingindo nosso coração, embrulhando nossos estômagos. Sim, você voltou.

"I don't mind it, I don't mind at all. It's like you're the swingset and I'm the kid that falls"

Nunca culpei o passado, nunca culpei o presente e não culparei o futuro. Além do destino, somos os únicos a serem culpados pois tomamos decisões cruciais que colocam nosso destino em xeque, alterando-o a cada segundo. Eu me culpo. Fui inocente, fui ingênuo, fui um completo bobo. Mas não fui feito de bobo, tudo estava lá, claro para mim, eu não consegui ver. Talvez seja porque você emane uma cortina de fumaça que não me deixa ver através de ti. Será isso o que realmente me perturba? Ou será que é ver novamente meu castelo de areia ser tomado pela onda do mar sem dificuldade alguma? De que me adiantou erguer tantas barreiras e defesas sendo que você consegue destroí-las tão facilmente?

"I always say how I don't need you but it's always gonna come right back to this"

Estou repetindo os mesmos erros, pisando nas marcas que deixei, afundando ainda mais o pé. Marcas ficam ali, esperando o tempo agir como o vento e apagá-las mas infelizmente, o tempo as vezes não consegue tirar essas marcas, pisamos tanto nelas que afundaram mais ainda. É preciso muito mais vento para varrer aquilo para longe. O que um dia nos fez tão bem hoje já pode não ser tão bom assim.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Closer

As vezes tudo parece nos guiar para o indefinido onde somos nada além de míseros seres pequenos. O destino parece que quer brincar conosco, jogando suas linhas vermelhas e amarrando-as em nossos dedos, braços, pernas e pescoço e as vezes ata os nós tão firmemente que quase nos sufoca. Lutamos, em vão, para nos libertar e viver o que acreditamos ter: liberdade. Queremos poder escolher entre todas as nossas possibilidades e tomar nossos próprios rumos.

"Something takes a part of me, something lost and never seen."

São tantos caminhos e meios de chegar onde queremos que precisamos ficar sempre atentos qual será a melhor forma de chegar em nossos objetivos. Nem sempre alcançamos da forma que esperávamos mas chegamos, não é? Não importa o caminho contanto que o final seja o mesmo. Quem sabe encruzilhadas nos faça tomar o outro rumo... Não se mapeia o destino. Ele é independente de tudo e joga com as próprias regras e nós só estamos aqui para consentir. Embora atados pelas linhas desse grande traiçoeiro, podemos nos movimentar e mudar tudo. Depende somente de nós mesmos.

"Someday you will find me caught beneath the landslide in a champagne supernova in the sky."

Sinto que ainda falta muito para chegar aonde quero. Talvez esteja no caminho certo, talvez não. Talvez encontre o que queira, talvez não. A única coisa certa é que estou perto... Daonde? Não sei. Isso talvez o destino me diga algum dia enquanto ele continua com suas brincadeiras de encontros e reencontros de coisas e sentimentos que as vezes parecem voltar somente para nos assustar e tirar nosso sono. Sim, igual àquele maldito monstro que vive debaixo da cama que sempre puxa nosso pé para nós encolhermos na cama com medo! Um dia tomarei coragem e acenderei a luz do quarto, olharei diretamente nos olhos dele e falarei "Deixe-me em paz!" e eu realmente espero que ele não vá.

" 'Cause you remind me of the time when we were so alive... Do you remember that?"

domingo, 21 de dezembro de 2008

Words

Palavras. Elas podem dizer tudo o que sentimos, assumem valores que precisamos. Dizem a mais, dizem a menos. Nunca sabemos aonde chegaremos ao usá-las. Elas doem. Ressoam em nossas cabeças, nos fazem perder noites de sono, nos fazem pensar naquilo que querem dizer. Elas se escondem atrás de outras palavras. Dádiva? Talvez. Palavras machucam além do que queremos, abrem feridas, deixam dúvidas. Significam tudo.

"Now when I caught myself I had to stop myself. I'm saying somehting that I should have never thought."

Uma simples palavra pode mudar um destino se acreditamos nela. Amor. Ódio. Sonho. Fantasia. Elas comandam o universo e nossas vontades. Cuidado com as palavras, elas são traiçoeiras, mutantes, esquisitas. O que significa para mim não é o que significa para você. O mundo gira e as linhas do destino mudam constantemente devido as palavras verbalizadas ou não. Elas correm pela nossa mente, invadem nossa alma, mudam nosso trajeto. Uma simples palavra pode mudar o humor de alguém, mudar suas vontades, mudar seus sonhos.

"I'm screaming 'I love you so' but my thoughts you can't decode."

Palavras. Armas letais que possuímos. Atirá-las ou não, a decisão cabe a nós. Cuidado com o que você diz. Cuidado com o que você pensa. Palavras são poderosas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Bridges

Quando você pensa que sua vida está certa e tudo indo do jeito que você esperava, tudo parece virar de cabeça para baixo de uma hora para outra, destruindo todas as pontes que um dia você construiu. Você não consegue ficar de pé e se entrega ao movimento, caindo numa imensidão sem fim até você bater no chão e poder levantar de vez. No entanto, as vezes estamos caindo há tanto tempo que acreditamos que aquela posição é a nossa original. Nos acomodamos naquilo e não tentamos sair. Então algo nos acorda para mostrar que não, ainda estamos caindo.

"Breathe for love tomorrow, 'cause there's no hope for today"

Acho que eu finalmente percebi que tudo ainda está de cabeça para baixo e que as pontes que reconstruí ainda estão tortas. Será que eu deveria me acomodar nessa posição e esperar ou lutar contra isso? Há tempo? Não sei. E enquanto mais o vento bate em minha face mais vejo que estou vivo. A vida não pode ser desperdiçada assim. Eu escolho e mudança. Eu mereço algo a mais. Pra quê remexer em feridas do passado e abri-las novamente? Masoquismo? Não, não. É vontade de não deixar cicatrizes mas é óbvio que se cutucarmos aquela ferida o buraco vai aumentar. Deixe sarar... Uma hora vai passar...

"We are broken. What must we do to restore our innocence and all the promises we adored?"